segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Top classics

Duesenberg J Rollston Convertible Berlini 1937, apenas 2 unidades produzidas
Foto: Rob Clements, site www.ultimatecarpage.com

Estava novamente lendo edições antigas do jornal O Radiador, do Veteran Car Club do Brasil, e encontrei, na edição número 2, a definição de automóveis clássicos. A definição é bastante severa, mas tomei a liberdade de compartilhar com vocês, já que a publicação original foi feita em 1977:

"Os automóveis hoje tidos como clássicos são os que, devido as suas características mecânicas e estéticas, mantem-se como padrões de elegância e distinção em qualquer época.

Na fabricação desses automóveis utilizavam-se materiais como prata, alumínio, bronze e, muitas vezes, até ouro; madeiras raras e selecionadas, couro curtido de modo a manter sua beleza, cor e cheiro característico por muitos anos; lã de carneiro de raças especiais, tintas aplicadas dezenas de vezes, para que jamais a carroçaria apresentasse defeito algum em sua superfície.

Pode-se definir um carro clássico de acordo com vários critérios, dos quais podemos apontar:

1 - Data de fabricação. São considerados clássicos os carros construídos desde a metade da década de 20 até a explosão da 2a. Grande Guerra (1939), com exceção do Lincoln Continental fabricado até 1948, do Bugatti modelo 101, de todos os Bentley e Rolls-Royce e de alguns Delage e Delahaye, construídos até 1950.

2 - Volume de produção. Todos os clássicos foram produzidos em quantidades limitadas.

3 - Cuidados na fabricação, inclusive na parte mecânicia.

4 - O custo de fabricação, já que ao fabricante interessava apenas o produto final minuciosamente construído, independente de seu custo.

5 - A clientela a que se destinavam. Essa selecionada clientela exigia não só beleza mas, principalmente, que o carro possuísse características únicas, capazes de diferenciá-lo de todos os outros automóveis.

6 - O valor dos automóveis. Veículos que hoje valem muitas vezes seu preço original e cujo valor continua subindo, independente do ano de fabricação.

Segundo pesquisa feita no livro 'Sports & Classic Car, by Griffith Borgeson & Eugene Jaderquist - New York', podemos apontar as principais marcas de automóveis clássicos:

Auburn, Alfa Romeo, Bentley, Bugatti, Cadillac, Chrysler, Cord, Cunningham, Daimler, Doble, Duesenberg, Franklin, Hispano-Suiza, Isotta Fraschini, Lincoln, La Salle, Marmon, Maybach-Zeppelin, Mercedes-Benz, Packard, Pierce-Arrow, Rolls-Royce, Stutz, SS Jaguar e Wills St. Claire."

Aos poucos, pretendo ir estudando a história desses grandes clássicos e, à medida que ir conseguindo material confiável, vou postando por aqui.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Mercedes-Benz A320 Cabriolet 1948


A luxuosa série A320 (W142) havia sido introduzida pela Mercedes-Benz em 1936, portanto antes do início da Segunda Grande Guerra. Eram oferecidos diversos modelos na linha: saloon, tourer, roadster e cabriolets, sendo as versões saloon as mais vendidas.

O motor usado era um 6 cilindros em linha, com válvulas laterais e de 3208 cm³ de deslocamento. Posteriormente, o motor foi ampliado para 3405 cm³, a fim de compensar a baixa qualidade da gasolina. A potência do motor maior atingia modestos 78 cv. Porém, justamente por causa da Segunda Grande Guerra, a produção da Mercedes-Benz foi interrompida em 1942, devido ao maciço bombardeio da Alemanha pelas forças aliadas .

Com o final da guerra, os esforços da Mercedes-Benz concentraram-se inicialmente na produção do modelo 170, mais acessível e ainda do período anterior ao início da guerra. Enquanto isso, desenvolvia uma nova linha de modelos. Para o segmento de luxo, a proposta era desenvolver uma nova linha baseada na antiga série A320, sendo o modelo destas fotos o único protótipo produzido da nova série, construído em 1948. O desenvolvimento de um novo motor, com comando de válvulas no cabeçote, que daria origem à série 300 "Adenauer", tornou o protótipo cabriolet desnecessário, não sendo produzido em série.

Este A320 1948 foi então comprado por um empresário e colecionador holandês, que o levou para a Indonésia, onde lá permaneceu por quase 40 anos. No final dos anos 80, um entusiasta australiano redescobriu o carro e o levou para a Austrália. Após extensa análise do veículo, conduzida pelo então diretor do Museu da Daimler-Benz, Max-Gerrit von Pein, foi atestado que o modelo era realmente o único protótipo da série A320 do pós-guerra. Foi então executada uma restauração completa em Melbourne, posto que o carro estava bastante maltratado, inclusive repintado de vermelho (a cor original é a que se vê nas fotos que ilustram esta postagem), salvando assim o modelo Mercedes-Benz mais exclusivo de todos os tempos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Histórias das competições

Durante uma de minhas garimpagens na Internet, à procura de informações sobre as competições brasileiras dos anos 50/60, encontrei o site Bandeira Quadriculada. Os textos não são aquela maravilha (a pontuação poderia ser melhor distribuída...), mas o conteúdo em si é bem legal. Serve como ponto de partida, pois a partir de lá pode-se acessar diversos outros sites que tratam do mesmo assunto. Para quem gosta de saber um pouco mais a respeito dos nossos heróis, que começaram a competir literalmente na garra aqui no Brasil, vale a visita.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pequenos notáveis

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro neste post que não estou fazendo propaganda de veículo algum. Estou simplesmente apresentando as impressões ao dirigir com o veículo que uso diariamente. Vamos então ao “causo”...


Sempre gostei de carros grandes e antigos, ainda mais se forem peruas como, por exemplo, Caravan e, dos mais recentes, Omega Suprema. Em parte esses carros me agradam (muito!!!) por terem também tração traseira, que dá mais prazer ao dirigir, principalmente de forma mais esportiva.


Em parte por esse meu gosto “Neanderthal” para automóveis é que me sentia um tanto quanto órfão de carros com os modelos oferecidos atualmente no Brasil. Não gosto muito de sedãs, portanto minhas opções resumiam-se a uns poucos hatches e quase nada de peruas. Modelos 1-litro também me causavam certa estranheza, por imaginar que o desempenho ainda era fraco, como os primeiros da classe surgidos nos anos 90. Mesmo o Corsa MPFI de 1996, com seus 60 cv, que dirigi bastante em meu emprego anterior, era insuficiente para meu gosto pessoal.


Porém, com o passar do tempo, o foco e nossas necessidades vão mudando, motivo pelo qual meu Caravan 1988 6 cilindros a álcool não era mais o carro ideal para uso diário (se é que algum dia foi...). A começar pelo apetite “sobrenatural” para álcool no trânsito urbano (vai pelo menos 1 litro a cada 4 km em trânsito pesado...), sem contar dificuldade para estacionar, mesmo em estacionamentos particulares. Ou seja, tornou-se definitivamente um carro para curtir os finais de semana e passeios puramente de lazer.


Aí é que começou o dilema... Minha namorada pretendia comprar um carro, mas o modelo deveria agradar a ambos, pois em breve pretendemos nos casar e o carro será de uso comum. A primeira opção foi o Corsa 1,4-litro, já que o Celta 1,4-litro deixou de ser oferecido. Mas o Corsa 1,4-litro não tem pronta entrega em todas concessionárias GM e o preço é um tanto salgado para um hatch pequeno com o mínimo de acessórios úteis (limpador e desembaçador traseiros, protetor de cárter etc.), bate fácil nos R$ 36 mil. Fiat Palio não agrada a ambos e o Ford Fiesta também tem preço elevado para a versão 1,6-litro com os mesmos acessórios. Esses tais de “compactos premium” trouxeram um preço também premium a reboque...


Foi quando apareceu o comercial do Ford Ka 1-litro a preço interessante no final do ano passado e, após o test drive em concessionária, o carro agradou e fechamos negócio, agregando alguns opcionais praticamente obrigatórios, como mencionados para o Corsa anteriormente. Mudança radical, de Corsa 1,4-litro para Ford Ka 1-litro, esquecendo que antes andava (somente) num Caravan 6 cilindros. Mas, após cerca de dois meses de boa convivência, confesso que o carro surpreendeu positivamente. É incrível o que a tecnologia proporcionou aos motores 1-litro.


O desempenho em nada lembra o Corsa MPFI que dirigia tempos atrás. Até os 80 km/h, fica difícil de acreditar que o motor lá na frente é de somente 1-litro, mesmo com mais pessoas e bagagem a bordo. E nem é preciso esticar as marchas em demasia para aproveitar melhor a potência em altas rotações, característica dos motores pequenos atuais. As insuportáveis lombadas e curvas de esquina são vencidas tranquilamente em terceira marcha. A posição de dirigir é das melhores, com altura adequada do banco ao solo e volante de boa pega, com aro grosso e diâmetro perfeito. A estabilidade é irrepreensível, tem-se a impressão que será possível contornar qualquer curva na velocidade que se desejar. O consumo de combustível é incrível, fazendo uma quilometragem média de 10 km/L abastecido somente com álcool, em circuito misto cidade-estrada. Só em estradas, a quilometragem deve beirar os 12 km/L.


Os senões ficam por conta do estepe preso embaixo do porta-malas, do lado de fora, sujeito a furto e, o pior, a muita sujeira. Já providenciei uma lona plástica a fim de usá-la como proteção caso tenha que retirar o estepe em dia de chuva (é preciso quase que deitar-se no chão para soltar a corrente de segurança e retirar o estepe). O revestimento anti-ruído também é escasso, mas ainda admissível para um carro de entrada e com peso reduzido (cerca de 950 kg). Outro problema, este mais grave, diz respeito aos cintos laterais traseiros de três pontos, não retráteis. Como a regulagem é feita na tira abdominal, pessoas magras não conseguem ajustar a folga adequadamente, não sendo o cinto de segurança efetivo para reter o corpo em colisões. A Ford tem que rever o projeto e corrigir esse problema.


No mais, é um carro muito bacana. O seguro é "menos caro" que os concorrentes, o espaço interno está na média do segmento e o desenho externo me agrada muito mais do que a versão anterior, radical demais para meu gosto pessoal.

Sargento paizão

Aconteceu em 1997. Naquela época, trabalhava durante o dia em Campinas e estudava engenharia à noite, em Itatiba. Por ser um curso noturno, tinha aulas aos sábados na parte da manhã. Aos sábados ia de carro para a faculdade, a fim de ganhar tempo e chegar mais cedo em casa.

Num desses sábados estava voltando para Campinas andando forte, ainda mais por ser meio cabeça de vento naquele tempo, agravado por estar ao volante de meu Passat LS 1981 com motor de Santana 2000 e ao som dos Guns n' Roses, da época antiga, quando ainda faziam um rock decente. Vinha pela rodovia D. Pedro I e, cerca de 5 km depois de passar pelo pedágio de Itatiba, vi a figura do policial lá na frente, andando calmamente para a pista da direita e sinalizando para eu parar. Fui parar o carro alguns metros à frente do policial, já ciente de que a multa seria inevitável.

O policial, na verdade um sargento de cerca de 50 anos, foi muito educado e pediu o documento do veículo e habilitação. Fez as verificações normais e pediu para que eu descesse do veículo, pois queria me mostrar algo. Levou-me até o aparelho de radar, onde estava piscando "140.0 km/h" (140 km/h cravados! - mas confesso que no velocímetro marcava uns 150 km/h, mas essa informação achei melhor não passar ao sargento...) Perguntou-me aonde eu ia com tanta pressa. Falei então que trabalhava de dia, estudava à noite, tinha aulas de sábado de manhã e planejava chegar logo em casa para almoçar com a família. Aquelas tradicionais desculpas no intuito de tentar sensibilizar os policiais.

Porém, o que eu não esperava era a resposta dada pelo sargento, com toda a tranqüilidade que seus longos anos de experiência permitiam: "Será que não é melhor chegar atrasado para o almoço, mas almoçar, do que correr o risco de ficar pelo caminho e não almoçar nunca mais?" Depois dessa, já comecei a me sentir cada vez menor... Foram cerca de 15 minutos de um sermão digno de pai para filho, falando do perigo de se andar rápido sem avaliar as conseqüências. Daquelas conversas que você não vê a hora de acabar, uma multa teria sido bem mais "barata"...

Mas aí é que está justamente o ponto da questão. Não fui multado, após ter garantido ao policial que terminaria a viagem em velocidade normal. Ao que ele consentiu, recomendando "juízo, pois desse jeito, um dia você ainda ficará pela estrada". Se eu tivesse sido simplesmente multado, com certeza teria ficado revoltado (embora sem razão para isso) e teria perdido uma de minhas maiores lições ao volante.

Mesmo hoje, passados quase 12 anos desse episódio, sempre que pretendo andar mais rápido lembro-me das sábias palavras daquele sargento. Sempre avalio com cuidado todo o cenário ao redor: condições da via, do veículo e, principalmente, MEU conhecimento da via (nada mais perigoso do que andar rápido por onde não temos intimidade).

Somente a velocidade em si não é a grande causadora de acidentes e mortes no trânsito brasileiro. O que mata é a imprudência, muitas vezes aliada à imperícia. Mas, até que se conheçam os limites de si mesmo, do veículo e se saiba identificar sem erros quando andar rápido não colocará em risco a integridade física de ninguém (a começar pela sua própria), a atitude mais segura é andar em velocidade moderada, porém compatível com a via e as condições de trânsito do momento, pois trafegar lentamente é tão ou mais perigoso do que andar rápido. Uma atitude errada ao volante cria situações de risco até mesmo trafegando a meros 60 km/h.

E hoje em dia o que falta é justamente a presença dos policiais, com o objetivo de não punir somente, mas passar um pouco da experiência adquirida ao longo dos anos de patrulhamento pelas estradas deste Brasil. A autuação por velocidade elevada nos dias atuais fica a cargo de máquinas eletrônicas, que simplemente fotografam o infrator e a multa é enviada ao proprietário dias depois. Simples assim.

Mais maduro atualmente, garanto que o sermão dado pelo sargento naquela tarde de sábado, em 1997, foi muito mais valioso do que uma simples multa por excesso de velocidade.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pierce-Arrow Silver Arrow 1933

Fotos: Supercarsnet.com


São poucos os automóveis produzidos até então que sejam tão exclusivos quanto os Pierce-Arrow Silver Arrow fabricados em 1933. Apenas 5 unidades desse magnifíco automóvel foram produzidos, sendo um dos primeiros automóveis "de rua" fabricados com carroceria voltada para redução de arrasto aerodinâmico, projetada através de exaustivos testes em túnel de vento.


Com carroceria totalmente fabricada em alumínio e equipados com potentes (para a época...) motores V12 de 175 cv, atingiam velocidades superiores a 160 km/h, valor bastante expressivo para os anos 30, ainda mais considerando-se o pesso do veículo (acima de 2500 kg). Como o V12 possuia ângulo elevado entre as duas bancadas de cilindros, o centro de gravidade era mais baixo do que o usual, permitindo melhor comportamento dinâmico do que os demais automóveis da época.


Quando de sua apresentação, na "Chicago World Fair" de 1933, o Silver Arrow foi considerado o automóvel do futuro pelo fabricante, Pierce-Arrow: "apresentamos em 1933 o carro de 1940". Embora a história tenha demonstrado que os automóveis dos anos 40 não tenham sido exatamente como os Silver Arrow, sem dúvida alguma o desenho do modelo era futurista e à frente de seu tempo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pioneiro no Brasil

Estava lendo a edição número 1 do jornal O Radiador, do Veteran Car Club do Brasil, quando encontrei um relato do primeiro "automóvel" a desembarcar no Brasil.

Em 1871, portanto antes de Amédée Bollée, na França, fabricar veículos automotores (este fabricaria seu primeiro veículo a vapor somente em 1873), desembarc
ava em terras brasileiras o primeiro automóvel, em Salvador, na Bahia. O veículo havia sido importado pelo Dr. Francisco Antonio Pereira Rocha.

Não era, porém, em nada parecido com os automóveis tal qual vemos hoje, ou mesmo do início do século passado. O "monstro" movido a vapor era mais parecido com os rolos compressores para pavimentação de vias públicas, pesado e barulhento. A direção era dada por uma quinta roda na frente do veículo, ao passo que o mesmo estava ligado a um carro para o transporte de passageiros.

Um fato curioso foi o Dr. Rocha ser desafiado por alguém desconhecido, duvidando que o pesado e desajeitado veículo pudesse subir ladeiras, sendo capaz de andar somente no plano. Claro que o proprietário saiu em defesa do veículo, sem sucesso. Ficou então fechada uma aposta entre o Dr. Rocha e o desconhecido: partindo da Praça do Mercado, o veículo subiria a ladeira da Conceição e chegaria à Praça do Palácio, tudo na cidade de Salvador. A notícia da aposta espalhou-se rapidamente, surgindo diversas apostas paralelas, onde uns acreditavam no potencial do "monstro", e outros defendiam que o peso elevado do veículo impediria que o mesmo chegasse ao topo da ladeira sem ajuda.

No dia combinado, o Dr. Rocha alinhou o veículo na Praça do Mercado, enquanto uma multidão de curiosos disputava lugar em torno da máquina. Lentamente, o veículo pôs-se em marcha rumo à ladeira, criando um grande suspense em todos os presentes. Ao atingir o início da ladeira, a impressão que se teve foi que o pesado automóvel sequer tomou conhecimento do aclive, movendo-se firme, mesmo que vagarosamente. Quando atingiu a Praça do Palácio, todos que estavam acompanhando a proeza aplaudiram fervorosamente! Durante muito tempo não se falava em outra coisa na região.

O primeiro automóvel brasileiro, porém, não viveu somente de glórias. Durante o retorno de uma excursão ao Rio Vermelho, nas margens do Dique, rompeu-se uma peça do veículo, obrigando seus passageiros a retornarem para a cidade num dos troles da companhia "Trilhos Centrais". Fato não confirmado diz que o veículo a vapor do Dr. Rocha foi enviado para o Rio Grande do Sul.

Verdade ou não o fato do veículo ter ido passear nos Pampas, o que se sabe é que as rodas cobertas de borracha do veículo a vapor impressionaram o baiano, fazendo até surgir uma quadrinha popular, presente no folclore baiano por muito tempo:

Havemos de ver dos dois
O que aperta ou afrouxa:
Do Lacerda o "parafuso"
Ou a borracha do Rocha

O "parafuso do Lacerda" referia-se ao elevador da época que ligava a Cidade Baixa à Cidade Alta. "A borracha do Rocha" era o pioneiro automóvel do Dr. Rocha, com suas rodas recobertas por aquele material.

Não restam dúvidas de que o primeiro automóvel a desembarcar no Brasil marcou época e causou grande comoção no povo baiano.